As ferramentas de inteligência artificial (IA) entram cada vez mais em contextos educativos, influenciando a forma como os professores planeiam as aulas, avaliam os alunos e apoiam a aprendizagem.
A maioria das autoridades educativas europeias considera a inteligência artificial um tema prioritário,, com o objetivo de melhorar o ensino e a aprendizagem e preparar os aprendentes para um futuro cada vez mais digital. É igualmente importante assegurar o bem-estar dos alunos e educadores e fornecer orientações sobre as oportunidades e limitações da IA na educação.
Várias iniciativas da Comissão Europeia visam apoiar as autoridades públicas, as escolas e os professores:
- O Quadro Europeu de Competências Digitais (DigComp 3.0) integra as competências em matéria de IA em todos os domínios de competência digital, a par da cibersegurança, dos direitos digitais, do bem-estar e da capacidade de combater a desinformação.
- As orientações éticas sobre a utilização da IA e dos dados no ensino e na aprendizagem para os educadores ajudam os professores a compreender o potencial da IA, a sensibilizar para considerações éticas como a privacidade e a equidade, a evitar equívocos e a apoiar uma participação positiva e crítica nestas tecnologias.
- O quadro de literacia em IA para o ensino primário e secundário,, desenvolvido em conjunto com a OCDE, explica quais as competências necessárias para ser letrado em IA e promover a resposta eficaz e ética dos sistemas de educação e formação da UE à IA.
Estas iniciativas a nível europeu refletem um compromisso para com uma IA ética, fiável e centrada no ser humano que apoia objetivos educativos, atenuando simultaneamente os riscos relacionados com a proteção de dados, os preconceitos e a integridade académica.
Este inquérito teve por objetivo recolher informações sobre as perceções da IA na educação, as atuais utilizações da IA na prática de ensino, as oportunidades e desafios percecionados e as necessidades de desenvolvimento profissional relacionadas com a IA.
O inquérito reuniu 1130 respostas provenientes,na sua maioria, de professores de escolas secundárias (54 %), de escolas primárias (21 %), de escolas de ensino e formação profissionais (EFP) (12 %) e de escolas pré-primárias (7 %), bem como de diretores de escolas (5 %). Foram recebidas respostas de mais de 50 países, incluindo Itália (30 %), Espanha (19 %), Turquia (9 %), Portugal e Grécia (6 %).

