DigiPROF – Formação de Professores para a área do digital

Realiza-se no próximo dia 25 de maio na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Castelo Branco o encontro DigiPROF – Formação de Professores para a área do digital.

Numa organização do Centro de Competência TIC do IPCB, o encontro pretende constituir-se como um espaço de partilha e discussão de questões relativas à formação de professores para a área do digital, com foco na reflexão sobre estratégias para o desenvolvimento de competências digitais de futuros professores e na promoção do intercâmbio de ideias e experiências inovadoras na formação contínua e inicial de professores na área do digital.

O encontro realiza-se no formato presencial.

AS INSCRIÇÕES ENCONTRAM-SE ENCERRADAS

Programa 


09:00
Sessão de Abertura

Diretor Geral de Educação | Presidente do IPCB | Diretor ESE CB | Coordenador do CCTIC


09:30
Conferência Plenária – O Digital nas novas Aprendizagens Essenciais em Matemática do Ensino Básico

Ana Paula Canavarro | U. Évora

Moderador – Paulo Afonso | CCTIC ESE IPCB

O novo programa de Matemática do Ensino Básico, designado geralmente por novas Aprendizagens Essenciais em Matemática, toma como um dos seus princípios orientadores a aposta numa Matemática para o século XXI. Este princípio implica, naturalmente, perspetivar a aprendizagem da Matemática num mundo onde abundam os recursos digitais que estão amplamente disponíveis a todos os alunos e professores. As novas Aprendizagens Essenciais em Matemática assumem a utilização descomplexada das tecnologias digitais em todos os ciclos de escolaridade, com implicações a nível dos conteúdos e objetivos de aprendizagem, bem como das orientações metodológicas, com influência determinante na natureza das tarefas matemáticas que os alunos podem explorar. Nesta conferência procurarei identificar estas implicações, com ilustrações de exemplos de propostas de trabalho com recurso ao digital.

10:30 – Intervalo para café

11:00
Painel – Experiências inovadoras de utilização das TIC na formação de professores

Moderadoras – Catarina Gavinhos e Cristina Canavarro | CCTIC ESE IPCB

1 – O eTwinning e a formação inicial de professores 

Teresa Lacerda | eTwinning-DGE

A par da capacitação digital e metodológica dos futuros professores é essencial que a sua formação contemple o conhecimento de projetos que se encontram em funcionamento, de forma estabilizada, nas escolas, para que os possam integrar na sua prática letiva futura.
O projeto eTwinning surgiu em 2005 e é constituído por uma comunidade de escolas que envolve 44 países. Esta iniciativa pretende que os docentes desenvolvam projetos internacionais integrados no currículo, que promovam nos alunos práticas de colaboração e que conduzam ao desenvolvimento de capacidades e competências elencadas no Quadro Europeu, tão bem espelhadas, a nível Nacional, no Perfil dos Alunos À Saída da Escolaridade Obrigatória.
Assim, nesta comunicação, pretendo mostrar como o trabalho baseado em projetos na sala de aula, defendido pelo eTwinning, é uma excelente forma de motivar os alunos para a aprendizagem, proporcionando salas de aula com ambientes de aprendizagem ativos, onde o aluno assume um compromisso com a sua própria aprendizagem. Para além disso, o eTwinning consegue dar uma resposta robusta e articulada aos desafios nacionais relacionados com a capacitação digital de professores e alunos, a criação de ambientes mais capazes de responsabilizar os alunos pela aprendizagem, a utilização de instrumentos diversificados de avaliação e a preparação de cidadãos imbuídos de princípios democráticos e responsáveis pelo futuro da nossa casa comum, o planeta Terra.
2 – Inovação no ensino das ciências e da matemática na formação inicial de professores

Bento Cavadas e Neuza Branco | IP Santarém

Nesta comunicação serão apresentadas experiências pedagógicas interdisciplinares entre a matemática e as ciências na formação inicial de professores, associadas ao projeto CreativeLab_Sci&Math do Instituto Politécnico de Santarém/Escola Superior de Educação. Dar-se-á enfoque a práticas pedagógicas inovadoras associadas, por exemplo, ao uso de drones e de escape rooms em contextos educativos. Serão apresentadas algumas tarefas que procuram integrar as ciências e a matemática e o modo como foram concretizadas pelos estudantes em formação inicial de professores.
3 – Métodos de Ensino e Tecnologias Digitais. Uma experiência pós graduada de formação de professores

Guilhermina Miranda | IE U. Lisboa

A ideia central da minha comunicação é que se não existe Manual à prova da ignorância e dos métodos e estratégias de ensino usados pelos professores, o mesmo se passa com as Tecnologias Digitais. Estas só têm efeitos positivos se o professor, além de dominar os conteúdos das disciplinas que ensina, souber integrar de forma segura as tecnologias digitais em métodos e estratégias de ensino diversificados.
Existe um domínio científico e de prática profissional que nos pode apoiar neste percurso: o Design Instrucional ou Instructional Design & Technology. Este domínio permite conceber cursos, disciplinas e módulos baseados nos resultados científicos sobre o modo como os seres humanos aprendem, quer dizer, transformam a informação que recebem através dos vários sistemas sensoriais, nomeadamente da visão e da audição, em conhecimento bem organizado na memória de longo prazo. Atualmente existe um conjunto de princípios, teorias e modelos instrutivos testados na prática pedagógica que os professores deveriam conhecer e dominar para se sentirem mais confiantes quando estão ensinar os seus alunos. Alguns destes modelos integram as tecnologias digitais e objetos de aprendizagem. É também sobre estes tópicos que falarei durante a minha exposição.

12:30 – Almoço

14:00
Oficinas temáticas
Narrativas digitais em contexto educativo

Milena Jorge | ERTE – DGE

O ato de contar histórias desempenha um papel extremamente relevante nas aprendizagens realizadas pelas crianças e alunos dos diferentes níveis de educação e de ensino, quer na aquisição de conhecimentos, quer no desenvolvimento de competências e valores.
No decorrer deste workshop, será possível definir ações estratégicas de ensino, promotoras de situações de aprendizagem significativa, que convoquem os quatro domínios de trabalho enunciados no documento Orientações Curriculares para as Tecnologias da Informação e Comunicação, nomeadamente o domínio Comunicar e Colaborar, bem como o domínio Criar e Inovar.
Pretende-se, assim, incentivar o desenvolvimento de projetos educativos relacionados com o ato de contar, criando atividades educativas desafiantes, recorrendo à utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), nomeadamente tecnologias de gravação digital de áudio e vídeo. Através das ferramentas digitais disponíveis, é possibilitada a implementação de estratégias de ensino e de aprendizagem que colocam o aluno no centro do processo, permitindo que a utilização das TIC se faça numa lógica de produção, e não, de mero consumo da informação disponível na internet.
Aprender a programar robôs e computadores na escola, porquê e para quê?

João Torres e João Grácio | CCTIC IP Setúbal 

Nesta sessão tentaremos debater a pertinência do uso da programação e robótica na escola. Os participantes serão desafiados a fazer pequenos programas em Scrach e a usar robôs direcionais e a refletir os contextos e objetivos com que podem ser usadas estas ferramentas tecnológicas.
Promoção da leitura através do QR-code e Stop-motion

Pedro Rafael Gomes | Rede de Bibliotecas Escolares

A dinâmica desta oficina será desenvolvida em turno da leitura e da sua promoção, com recurso à funcionalidade do QR-code e às suas potencialidades para uso em sala de aula ou biblioteca escolar. Também será apresentada a técnica de animação Stop-motion como estratégia de promoção da leitura e criatividade. Serão apresentados diversos livros por temáticas relacionadas com os temas da Cidadania.
Computação sem computadores: uma abordagem ao desenvolvimento do pensamento computacional com recurso à matemática

Rui Gonçalo Espadeiro | CCTIC Universidade de Évora

O pensamento computacional assenta as suas bases sobre o desenvolvimento do conhecimento científico e tecnológico e está cada vez mais presente nas nossas vidas. Neste sentido há muito que se reclama que o conhecimento sobre a computação não deve ser apenas um tipo de conhecimento exclusivo dos cientistas da computação, devendo antes ser alargado ao maior número possível de cidadãos para os ajudar a compreender e a intervir nas, cada vez mais, complexas realidades sociais e económicas onde estão inseridos. No domínio da educação, o pensamento computacional pode ser desenvolvido nas mais diversas áreas disciplinares, sendo a matemática uma área onde esta relação é mais estreita e natural. Nesta sessão prática irão ser apresentadas e exploradas algumas atividades (desafios e problemas) que estabelecem uma relação muito próxima entre a matemática e a computação. Cada uma das tarefas propostas será contextualizada com os princípios da computação inerentes, com o intuito de ajudar à compreensão da forma como a máquina interpreta os dados que lhe são fornecidos.
A realidade aumentada no desenvolvimento de atividades educativas

David Costa | CCTIC Educom

A sessão prática “A realidade aumentada no desenvolvimento de atividades educativas” tem como objetivo principal proporcionar aos participantes a exploração de dinâmicas educativas com recurso à realidade aumentada para o desenvolvimento de atividades de ensino e de aprendizagem.
Roteiros de Leitura: ler o mundo com ferramentas digitais

Teresa Pombo | PNL2027

Nesta Oficina apresenta-se a iniciativa do Plano Nacional de Leitura 2027 “Roteiros Digitais de Leitura”, são apresentados alguns exemplos e ferramentas para a construção deste tipo de recursos. Os formandos iniciam a construção de um Roteiro.
Digital, cidadania, segurança… que respostas educativas?

Cidália Marques e José Nunes | CCTIC IP Santarém

Os recentes acontecimentos tanto da pandemia como da Guerra na Ucrânia colocaram a nu as fragilidades que a nossa sociedade apresenta no que respeita à cidadania e às questões de segurança digital. Desta forma esta oficina temática será um espaço de debate destas questões, apresentação e experimentação de recursos que são potenciais aliados dos docentes na sua prática letiva.
A Plataforma Khan Academy na sala de aula de matemática

Teresa Fernandes | Khan Academy, Fundação Altice

A Khan Academy é uma ONG cuja missão é oferecer uma educação de qualidade a qualquer pessoa, em qualquer lugar e de forma totalmente gratuita, através de uma plataforma educativa e interativa online.
Desde 2013 que a Fundação Altice tem garantido a tradução e a adaptação dos conteúdos originais disponíveis na plataforma norte-americana para a realidade educativa portuguesa, alinhando com os documentos orientadores para a disciplina de matemática.
Perante o atual cenário de pandemia, a plataforma Khan Academy (pt-pt.khanacademy.org) tem vindo a assumir-se como uma importante ferramenta de apoio para alunos, encarregados de educação e professores, contribuindo para fomentar o processo de ensino e de aprendizagem.
Além de várias características, tais como: gamificação, exercícios interativos com pistas e vídeos explicativos, relatórios de progresso, que promovem a autonomia e a motivação para a aprendizagem da matemática, a plataforma é também um repositório de conteúdos que podem ser utilizados, pelo professor e/ou pelo aluno de forma autónoma, para iniciar, rever ou complementar um conteúdo.
Com esta sessão prática pretende-se que o utilizador comece a dar os primeiros passos na KA, apresentando as principais funcionalidades da plataforma e as possibilidades de utilização dos recursos digitais KA, e incentivando os participantes a experimentar e a preparar a utilização da mesma em contexto de aula.
Milage Aprender+ na promoção de aprendizagens autónomas e significativas 

Cristina Marques | ERTE – DGE

A aplicação MILAGE APRENDER+ tem vindo a afirmar-se nas comunidades escolares enquanto plataforma digital de apoio, com conteúdos que abrangem todas as disciplinas do currículo, desde o pré-escolar ao 12º ano. Os conteúdos incluem fichas de trabalho, resoluções e vídeos educacionais que são desenvolvidos pela comunidade de professores produtores e de alunos autores.
Anualmente, os Prémios MILAGE APRENDER+ distinguem as aprendizagens dos alunos e as práticas inovadoras dos professores que concorrem nas suas diferentes categorias.
Nesta oficina, os participantes poderão explorar a app Milage Aprender+ e ficar a conhecer o modelo pedagógico subjacente, que promove o trabalho autónomo dos alunos, as aprendizagens ativas e a avaliação formativa. Será apresentada a aplicação MILAFE APRENDER+ PROFESSOR, que permite aos docentes monitorizar todo o desempenho dos seus alunos na aplicação, bem como associarem-se ao desenvolvimento de conteúdos para o ensino das disciplinas que lecionam. Haverá ainda oportunidade de abordar o modo de concorrer aos prémios Milage e outras questões de interesse dos participantes.

16:00 – Intervalo para café

16:30
Mesa-redonda – O Digital na Formação de professores

Moderadores – Agnelo Quelhas e Paulo Silveira | CCTIC ESE IPCB

Cristina Novo
CCTIC IP Santarém

Teresa Pombo
PNL 2027

Rui Gonçalo Espadeiro
CCTIC U. Évora

João Torres
CCTIC IP Setúbal

17:45
Encerramento

Milena Jorge – ERTE-DGE | Fátima Regina Jorge – Coordenadora do CCTIC


Público-alvo

Tem como destinatários professores e estudantes de cursos de formação de educadores/professores (Ed. Básica e Mestrados em Ed. Pré-escolar e professores 1.º CEB e em Ed. Especial), educadores/ professores cooperantes da ESECB e professores dos ensinos básico e secundário.

Inscrições

As inscrições são gratuitas, mas é obrigatório fazer o registo aqui.

As inscrições no DigiPROF estão limitadas a 110 participantes.

A participação nas Oficinas Temáticas está limitada a um máximo de 15 participantes.

Só é possível garantir uma pasta para inscrições realizadas até 16 de maio de 2022.

Informações adicionais

O encontro é certificado como ação de curta duração de 6 horas. Os participantes que pretenderem certificação da participação no evento como ação de curta duração devem indicá-lo no registo.