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3º Ciclo
Sílvia Bailote / 26-02-2026
Descrição / Síntese:
O estudo das bacias hidrográficas é fundamental em Geografia porque permite compreender a forma como a água se organiza e circula no território, desde as zonas mais elevadas até à foz, articulando processos naturais e ações humanas numa mesma unidade espacial de análise. A ribeira é um elemento estruturante do território local, com variações sazonais de caudal e vulnerabilidades associadas a urbanização, drenagem pluvial, erosão de margens e qualidade da água. Além de ser um ecossistema de proximidade, a Ribeira da Torregela tem o seu percurso influenciado pelo desenvolvimento urbano, incluindo troços canalizados e subterrâneos, e liga-se à rede hidrográfica regional ao ser afluente do Rio Xarrama, principal afluente do Rio Sado.
Áreas / Domínio de Conteúdo:
Ciências Naturais ; Geografia
Áreas de Competências do Perfil dos Alunos (PASEO):
B – Informação e Comunicação ; C – Raciocínio e resolução de problemas ; D – Pensamento crítico e pensamento criativo ; E – Relacionamento interpessoal ; F – Desenvolvimento pessoal e autonomia ; G – Bem estar, saúde e ambiente ; I – Saber científico, técnico e tecnológico
Objetivos de Aprendizagem / Aprendizagens Essenciais
Atividades a desenvolver
Estratégias de aprendizagem ativa: Questões Chave
Descrição da atividade:
A turma percorre um trajeto curto e seguro junto à ribeira, organizado em estações de investigação, com tarefas e registos padronizados, garantindo que todos os grupos recolhem informação que será comparável.
Perguntas chave de investigação
Ao longo do percurso, os alunos irão procurar responder a três questões centrais, com base em dados medidos e observados no terreno:
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Caudal: Qual é o caudal da ribeira junto à escola, e se é variável entre diferentes pontos do mesmo troço?
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Poluição: Que sinais de poluição existem ao longo do troço observado, e em que locais esses sinais são mais frequentes ou mais intensos.
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Biodiversidade e percurso: Que espécies e habitats ribeirinhos encontramos ao longo do percurso observado, e como varia a diversidade conforme o tipo de margem e a influência humana, por exemplo zonas mais naturais vs zonas mais intervencionadas?
Estações a percorrer no trabalho de campo
O percurso é estruturado em quatro estações, permitindo observar a ribeira de forma progressiva, desde a caracterização física até à leitura do território e do risco.
Estação 1, Medição de caudal e caracterização do canal
Os grupos medem largura, profundidade média e velocidade do escoamento com o método do flutuador, calculando um valor aproximado de caudal. Registam também a forma do leito, a presença de obstáculos e o tipo de margens, relacionando estes aspetos com o escoamento.
Estação 2, Poluição e pressões humanas
Os alunos identificam e registam sinais de poluição, resíduos, espuma, odores, água turva, descargas pluviais, e observam elementos do espaço envolvente que possam explicar as ocorrências, por exemplo estacionamento, ruas, grelhas de drenagem, zonas de acumulação. Se aplicável, realizam medições simples como pH e turbidez.
Estação 3, Biodiversidade e habitat ribeirinho
Os grupos observam e identificam espécies animais e vegetais e avaliam a qualidade do habitat ribeirinho através de indicadores simples, continuidade da vegetação nas margens, sombras, presença de refúgios, margens expostas, sinais de erosão. O registo é feito por fotografia e ficha, sem recolha de organismos.
Estação 4, Percurso da ribeira, leitura cartográfica e pontos de risco
Nesta estação, os alunos interpretam o sentido do escoamento, localizam no mapa o ponto onde estão e marcam o percurso observado, identificando troços mais naturais e troços mais intervencionados, por exemplo canalizados. Assinalam também locais de maior vulnerabilidade, como margens instáveis, pontos de acumulação de resíduos e zonas onde o transbordo seria mais provável em situação de chuva intensa.
Produto final do trabalho de campo
No final, cada grupo entrega um conjunto de evidências, fichas de registo completas, cálculo de caudal, checklist de poluição e biodiversidade, e um mapa anotado do percurso. Estes materiais serão depois usados para construir um mapa temático e uma infografia de risco e proteção da ribeira, com propostas realistas para melhorar a qualidade ambiental e reduzir vulnerabilidades junto à escola.
Ferramentas e recursos:
Mapa topográfico da zona
Bússola (1 por grupo)
Telemóvel (acesso a GPS, calculadora, fotos, acesso ao Google Sheets e leitura de QR Code )
Fita métrica, vara graduada para medir a profundidade
Flutuador seguro e visível, por exemplo laranja, bola pequena, rolha grande.
Corda fina.
Luvas descartáveis e sacos para recolha de resíduos
Tiras de pH
Tubo de turbidez
Competências de nível superior a desenvolver (4 C’s da Educação):
Colaboração, Pensamento Crítico
Organização dos alunos: Em grupos
Papel do professor: Circula e acompanha o trabalho dos alunos
Espaço de aprendizagem: Outro
Duração: 360 minutos
Arquitetura do Espaço de aprendizagem:
A arquitetura do espaço de aprendizagem assenta num modelo de investigação no terreno, com organização por estações de aprendizagem ao longo de um percurso definido previamente, com pontos de paragem estáveis, tarefas curtas e evidências que serão comparáveis entre grupos. A turma é dividida em grupos de 4 a 5 alunos, cada elemento com funções distribuídas, cartógrafo, responsável por medições, responsável por biodiversidade, repórter de evidências, gestor de segurança, assegurando uma participação equilibrada entre todos os alunos. A explicação da atividade em cada estação é fornecida através de QR Code.
Ficheiros de Apoio (anexos):
(campo opcional – poderá estar vazio)

